O meu segundo post tinha que ser dedicado a esta personagem colorida, de verticalidade e coerência da política nacional: Freitas do Amaral.
Quando Sócrates nomeou Freitas para MNE, o mundo tremeu! O maior inimigo de Bush tinha ascendido a MNE de um país da NATO: temeu-se o pior, o fim definitivo do eixo atlântico, se não, a própria queda de Bush!
Mas, quando Freitas teve a oportunidade de desmascarar a administração Bush, por causa dos voos para Guantánamo, agiu com extrema cautela e numa primeira fase deu-se por satisfeito com as garantias dadas por Condoleezza Rice!
Que menino tão bem comportado!
Não fosse essa inenarrável criatura que é a Ana Gomes e teríamos ficado por aqui. Foi preciso arrastar o nome de Portugal pelo chão do Parlamento Europeu, para descobrirmos que afinal, estes voos eram encarados pelas autoridades nacionais como mais um voo de carreira. Afinal o serviço a bordo não era da nossa responsabilidade!
Sócrates, que nunca perdoou a Freitas alguns tiques de esquerda (embora saloia), sentiu-se particularmente incomodado com toda esta situação: sempre era um ministro do seu governo! No mínimo exigia-se alguma dignidade face ao passado recente de oposição aberta aos chamados “atropelos” da administração Bush. (Estes “atropelos”, como se sabe, são o sério esforço de levar a democracia aos quatro cantos do mundo, algo que sempre incomodou os homens de direita.)
E lá correu com o menino d’oiro.
Condoleezza Rice, em privado, lamentou o sucedido: “Perdeu-se uma voz independente e esclarecida.”
Quando Sócrates nomeou Freitas para MNE, o mundo tremeu! O maior inimigo de Bush tinha ascendido a MNE de um país da NATO: temeu-se o pior, o fim definitivo do eixo atlântico, se não, a própria queda de Bush!
Mas, quando Freitas teve a oportunidade de desmascarar a administração Bush, por causa dos voos para Guantánamo, agiu com extrema cautela e numa primeira fase deu-se por satisfeito com as garantias dadas por Condoleezza Rice!
Que menino tão bem comportado!
Não fosse essa inenarrável criatura que é a Ana Gomes e teríamos ficado por aqui. Foi preciso arrastar o nome de Portugal pelo chão do Parlamento Europeu, para descobrirmos que afinal, estes voos eram encarados pelas autoridades nacionais como mais um voo de carreira. Afinal o serviço a bordo não era da nossa responsabilidade!
Sócrates, que nunca perdoou a Freitas alguns tiques de esquerda (embora saloia), sentiu-se particularmente incomodado com toda esta situação: sempre era um ministro do seu governo! No mínimo exigia-se alguma dignidade face ao passado recente de oposição aberta aos chamados “atropelos” da administração Bush. (Estes “atropelos”, como se sabe, são o sério esforço de levar a democracia aos quatro cantos do mundo, algo que sempre incomodou os homens de direita.)
E lá correu com o menino d’oiro.
Condoleezza Rice, em privado, lamentou o sucedido: “Perdeu-se uma voz independente e esclarecida.”
2 comentários:
Do gabinete de Freitas recebemos um esclarecimento: a cautela inicial deveu-se ao facto de Freitas não ter logo percebido que se estava a falar de Guantánamo (Cuba), e não do CIT do José Magalhães, mas quando a Ana Gomes esclareceu que só lhe interessava o primeiro, avançou sem medo para o apuramento de toda a verdade.
mooortal, diria o Emídio Rangel..
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